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3 de jun. de 2010

So emotional

Ele viajou ontem.

Vai ficar 4 dias fora. Por mim estava tudo bem, ja ficamos mais tempo que isso sem nos ver, mesmo estando os dois em São Paulo.

Eu realmente achei que ficaria bem.

20 horas

Esse foi o tempo até eu surtar de saudades, que se misturaram com um ciúme sem sentido vindo do nada. Acho que foi quando caiu a ficha que ele está longe.

Aí começa o meu problema de ficar criando situações na minha cabeça. Situações tão impossíveis, mas que meu ciúme até me faz acreditar. Falta total de razão.

Eu sempre fui bem racional, sempre busco pensar pelos dois lados, em qualquer situação.
Mas quando se trata de sentimentos, sentimentos por ele, a razão desaparece.

É tão irracional que eu nem consigo descrever. Não tem sentido algum.

Por conta disso quase briguei, fiz birra, me tornei aquilo que sempre odiei.

Nunca aconteceu isso antes. Preciso aprender a controlar melhor esses sentimentos irracionais.


I get so emotional, baby
Every time I think of you
I get so emotional, baby
Ain't it shocking what love can do

So Emotional - Whitney Houston

11 de fev. de 2010

E no fim... o fim.


Foi difícil, doloroso, semanas de angústia. Mas enfim aconteceu.

Meu namoro que ia mal, terminou.


Mas estranhamente, não houve briga, nem acusações, apenas a constatação dos fatos, não era mais possível continuarmos daquele maneira.


Foi um fim amigável, alguns minutos depois das lágrimas, estavam sorrisos e as conversas de besteiras. Eu disse a ele que sempre estarei aqui quando precisar


Ele foi o primeiro, e será sempre lembrado. Foi a partir do momento que o conheci que comecei a me aceitar. Talvez ele tenha feito por mim muito mais que eu jamais conseguirei fazer por ele um dia. Eu ainda o amo, e acho que esse amor é bem mais puro que muitos outros, pois ainda existe apesar de tudo, e através desse amor espero ainda poder ajudá-lo muito em tudo o que precisar.


Bem, agora aqui estou eu, solteiro, livre. Provavelmente pela primeira vez na vida.
Hora de aproveitar...


Don't stop me now...

2 de dez. de 2009

Desculpa

Desculpa se te olho demais, se só olho para você.
É que não há nada que consiga atrair mais minha atenção.

Desculpa se fico muito perto, se te toco demais.
É do seu lado, sentindo meu toque, um dos poucos momentos onde me sinto completo e seguro.

Desculpa se te ligo quando não pode atender.
É só a vontade de saber se você realmente ainda existe ou foi tudo um devaneio maravilhoso.

Desculpa se exijo muita atenção.
Esqueço que eu sou um bobo apaixonado e que as pessoas têm vidas para viver



É que o tempo passa, a distância aumenta, e sozinho não fico bem. Os medos na minha cabeça inventam frases não ditas, situações que nunca existiram, e vou remoendo isso.


E a cada minuto longe, sem texto, sem voz, sem imagem, sem presença, vou ficando mais triste. Chego a ponto de querer jogar tudo pro alto e sumir. Vou ficando amargurado com coisas que nunca aconteceram.



E no auge da angústia, da raiva, um minuto de poucas palavras por celular muda tudo.


Eu sou besta mesmo, desculpa.



6 de nov. de 2009

Consideração

Só uma historinha levemente inspirada em fatos reais, pra coroar o fim dessa semana infernal.


Bruno saiu do trabalho 15:30, estava bem quente, como esteve a semana toda. Ele estava cansado, tudo que queria um banho e uma cama.

Chegou em sua cidade 16:50, e pensou em aproveitar pra ficar um pouco com o namorado Jorge.

Esperou na estação até 17:20, para poder ligar sem atrapalhar o trabalho de Jorge


Bruno: "Oi mor, tudo bom?
Jorge: "Tudo, to saindo agora"
Bruno: "Você chega aqui quando?"
Jorge: "Acho que por volta de 17:40"
Bruno: "Vamos dar uma volta, nem que seja no shopping?"
Jorge: "Ah mor, tô tão cansado... Vou direto pra casa"
Bruno: "Ah, tá bom... Também ja vou então. Beijão mor!"
Jorge: "Beijão mor! Te ligo mais tarde!"



Naquela noite, Bruno estava no computador, terminando um relatório, e toca o celular. Era Jorge.

Bruno: "Oi mor"
Jorge: "Oi. Tá fazendo o que ?"
Bruno: "Terminando um relatório"
Jorge: "Adivinha quem eu encontrei aqui no shopping? O Di!"

Nesse momento uma raiva sem fim toma conta de Bruno.

Bruno: "Ah... então você foi no shopping. Não tava cansado?"
Jorge: "Tava, mas liguei pro Di, ele disse que tava no shopping, daí dei uma passada aqui."
Bruno: "Hum... tá."
Jorge: "Vou ficar aqui um tempinho, tomar um café, depois já vou."
Bruno: "Hum" (ruido com a garganta)
Jorge: "Boa sorte com o relatorio."
Bruno: "Tá" (seco)
Jorge: "Tchau mor."
Bruno: "Tchau" (desliga o telefone logo em seguida, com força)


Tirem suas próprias conclusões...







2 de nov. de 2009

Sozinho na multidão

Faz um tempo que não apareço aqui hein... Nossa tem até poeira...


Bom, como de costume, eu venho aqui falar mais de problemas do que felicidades.

Apesar de não estar enfrentando nenhum problema em minha vida pessoal e profissional, eu não estou muito bem.



Tenho feito o máximo para poder estar com todos que gosto, tentar aproveitar o tempo com amigos, estar mais com a minha família, mas não parece dar certo. Parece que uma força me puxa longe, me mantendo fechado no quarto isolado.


Nas últimas semanas o contato com meu namorado foi bem pouco, chegando a até 15 dias sem nos vermos. Isso me deixou bastante frustrado, mas enfim pudemos ficar juntos esse fim de semana. Apesar disso, não me senti completo ainda, por mais carinhoso e preocupado que ele tenha sido. Não o problema não é com ele, nem nós.

Parece que é de mim mesmo que sinto falta. Olho no espelho e procuro alguém que não parece mais habitar esse corpo, ou que está longe, escondido.
Como faço pra conseguir me encontrar de novo ?


Esses dias tudo tem estado tão cinza, apesar dos belos dias de sol. Não consigo ver muitos motivos, estou sem metas, só vou seguindo o fluxo dos dias.

E pra coroar, um resfriado em pleno feriado ensolarado.


Pesquisando imagens para esse post, me deparei com essa frase:

"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença."
Luís Fernando Veríssimo



Como mudar a maneira como encaramos a vida?
É a pergunta da semana...



28 de set. de 2009

Gossip Boys


Chegou o dia que eu já esperava que viria, mas também esperava que nunca viesse.

Hoje, no lugar que trabalho/estudo (um dia explico essa minha condição), chegou ao meu conhecimento algo que eu já imaginava que aconteceria, mas tentava ainda manter fé nas pessoas. Em vão.

Desde o começo desse ano eu comecei a não ter mais medo em assumir minha sexualidade, nem ficar fazendo papel de machinho, etc, ser quem eu sou mesmo. Eu sei de todas as adversidades que isso traz, mas se não posso ser feliz sendo quem eu sou, não serei feliz de nenhum outro jeito.

Então num certo dia, estava eu com colegas, conversas, brincadeiras, etc, todos colegas próximos, que eu tenho uma boa convivência.
Em algum ponto surgiu alguma brincadeira e alguém me disse:

"Ah, porque você é gay mesmo."

Eu já estava esperando alguma oportunidade como essa pra revelar e falei mesmo "Sou, mas e daí?"
Alguns continuaram encarando isso na brincadeira, mas outro perguntou sério e eu confirmei mais serio ainda. Se desculpou por alguma brincadeira que tivera feito, eu nem ligo pra isso. Perguntou se precisava guardar segredo disso, e eu apenas falei:
"Não, não tenho vergonha. Nada mudou em mim desde 10 minutos atrás, e não mudará. A única coisa que eu peço é respeito como todo mundo, e que eu fique sabendo até onde a história está chegando"

Naquela mesma tarde outra pessoa (de uma certa má fama) ja sabia de segunda mão...


...

Um tempo depois, atraves de uma amiga, soube que muita gente estava sabendo por 3ª, 4ª, 20ª mão. Não gostei, mas é o preço que se paga. Até aí eu não fiquei bravo, apenas não gostei da situação. Até o dia de hoje.

O tal cara 'de má fama' veio falar comigo e uma amiga sobre o modo como tratamos ele, com as brincadeiras, que não respeitavamos, e tal. As mesmas brincadeiras que todo o resto da turma também faz, mas ele só falou conosco...

Minha amiga respondeu bem cinicamente, citando outras coisas que ele já fez, e falando: "Se quer respeito, se dê ao respeito!"
Depois ele falou só comigo pra saber se eu estava bravo por causa da história ter se espalhado e tal..



[nota mental]
Nessas horas eu me odeio. Tenho tanta coisa pra falar mas não consigo, sou bonzinho e ofereço a outra face. Idiota.
[/nota mental]



Eu disse que não gostei, não fiquei sabendo quem eram, como havia pedido, mas até então não tinha sido desrespeitado.

Aí ele disse que se espalhou rápido porque "alguem que ele não ia falar" reuniu um pessoal apenas pra comunicar que eu era gay.
Nessa hora eu me desestabilizei totalmente, mas não transpareci.

O resto do meu dia foi pensando nisso e em tentar achar o filho da puta que tinha tanta urgência em comunicar o resto da empresa sobre minha orientação sexual.

E agora nem consigo mais olhar na cara de certas pessoas (deveria ser o contrário, né?), até descobrir quem foi o "Leão Lobo" daqueles e puxar de lado pra uma conversinha nada amigável sobre respeito e ética.



Enfim, isso é um desabafo, como sempre. Esperava que acontecesse, mas não dessa forma.



Oh baby please
Give a little respect
To me

18 de ago. de 2009

Saudade e falta

Antes de escrever muito, vou primeiro definir segundo a minha visão:

"Saudade" é quando se sente falta de algo que já teve, normalmente algo bom. Agora "falta" é quando algo que deveria estar ali não está, e você percebe mesmo que nunca tenha tido ou sentido antes.
Parece difícil separar essas duas palavras, pois de certo mudo são a mesma coisa, mas atualmente eu sinto saudade de coisas que ja tive, e sinto falta de coisas que não sei ao certo se um dia existiram, por isso a separação.


Estou a alguns dias de completar um ano de namoro. Meu primeiro namoro, que apesar de não ter data certa de começo, (entre fins de Agosto e começo de Setembro), ficou definido como 1º de Setembro, data do primeiro encontro de verdade.


Nesses doze meses vivi extremos de alegria, tristeza, raiva, paixão.
Trago comigo muitas coisas boas: sensações desconhecidas, o toque de outras pessoa, outro homem, afeto, carinho, prazer. Mas também feridas, algumas cicatrizadas, outras ainda doendo, brigas, noites de choro no travesseiro... e uma alergia. "Alergia emocional" como eu defino, hehehe.
Aquela coisa que vem e volta, e incomoda, mas você não sabe a causa, e te deixa mal por um tempo.

Minha emoções oscilam mais que luz em barraco 'gateado' de favela.

Voltando à falta e a saudade, sinto saudades dos tempos do começo de namora, quando ele me conquistava todo dia, quando existia muito mais carinho, quando sempre dizia que eu estava bonito, elogiava meus olhos (convencido eu? magina!).
Hoje isso é tão raro... Tudo vai na brincadeira, brincadeira essa que por vezes me irrita, eu quero ouvir elogio de verdade porrA! Não quero sarcasmos para desvendar, quero ouvir o que me agrada.
Parece que agora ele leva as coisas como garantido, como se não fosse mais preciso elogiar, fazer carinho só o mínimo possível ( Só na hora que quer sexo...), ligar de vez em quando, ou nem ligar. Mas acho que o maior problema ainda é a falta da palavra desculpe, muito pouco dita por ele, pra não dizer quase nunca

Eu tentei a tática do "faça o que eu faço" comecei a dar o mesmo tratamento, sem muitos elogios, sem muitos carinhos, poucas ligações. E já fui acusado de chato.


Eu não quero terminar nada, eu amo muito ele ainda, apesar de não receber o mesmo carinho que dou no momento. Na hora de conversar a sério ser taxado de chato por querer falar do que eu sinto, ficar postergando conversas, trocando por conversas vazias sobre assuntos inúteis.

É certo que eu tenho um grande problema de comunicação, é difícil realmente dizer o que eu penso e sinto sem soar rude, mas ao mesmo tempo que eu tenho que ser paciente e compreensivo, o mínimo que espero é o mesmo tratamento na via oposta.

Como num texto que li há pouco no blog Homem, Homossexual e Pai:

Quem ama é paciente e bondoso.
Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas.
Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.


Eu amo! Mas amar demais sem correspondência começa a desgastar o sentimento.
E antes de tudo devo amar a mim mesmo também.


Apenas diga "desculpe".



Para ouvir: James Morrison & Nelly Furtado - Broken Strings


17 de jul. de 2009

Me escute

To numa fase ruim gente, desculpe pelos próximos posts meio sem sentido.

---

U2 - Sometimes you can't make it on your own
(As vezes você não pode fazer isso sozinho)

Tough, you think you've got the stuff
You're telling me and anyone
You're hard enough

You don't have to put up a fight
You don't have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight

Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone


And it's you when I look in the mirror
And it's you when I pick up the phone
Sometimes you can't make it on your own

We fight all the time
You and I... that's alright
We're the same soul
I don't need... I don't need to hear you say
That if we weren't so alike
You'd like me a whole lot more

Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone

And it's you when I look in the mirror
And it's you when I pick up the phone
Sometimes you can't make it on your own

I know that we don't talk
I'm sick of it all
Can you hear me when I sing
You're the reason I sing
You're the reason why the opera is in me...

Where are we now?
I've got to let you know
A house still doesn't make a home
Don't leave me here alone...

And it's you when I look in the mirror
And it's you that makes it hard to let go
Sometimes you can't make it on your own
Sometimes you can't make it
The best you can do is to fake it
Sometimes you can't make it on your own


-----------------------------------

Partes destacadas em português:


Me ouça agora
Preciso que você saiba
Você não tem que suportar isso sozinho


As vezes você não pode fazer isso sozinho
As vezes você não pode fazer isso
O melhor que você pode fazer é fingir
As vezes você não pode fazer isso sozinho
------------------

Eu estou aqui, por favor, não se esqueça.

16 de jul. de 2009

Carência sucks

É chato quando você descobre em si algo que não gosta.

Tenho confirmado esses dias que eu sou carente por demais, o que é uma merda.
Posso estar puto com meu namorado, mas alguns dias sem estar com ele já me fazem esquecer tudo quando o reencontro.

Isso me impede de falar de coisas importantes, que vão acumulando e podem ter um efeito muito ruim depois.

E uma dúvida tem me incomodado esses dias: como saber equilibrar a vontade dos dois?


Desde o começo, e agora por problemas recentes, eu tenho feito quase sempre o que ele quer, no caso de sair, e atividades em geral, e a minha vontade fica de lado.
Como equilibrar isso, e como dizer isso sem soar rude ou ingrato de certa forma, é uma grande dúvida minha, com certeza o grande desafio para se viver a dois.

Eu quero te ajudar, mas você precisa deixar.
Não sou só eu, nem só você, somos nós.

6 de jul. de 2009

Eu trabalho, e você?

"Se você não trabalha então não me atrapalha!"

Deveria fazer uma camiseta com essa frase pra ver se algumas pessoas conseguem se tocar nessa vida...

É incrivel, quando você mais quer/precisa trabalhar, quando você mais trabalha, sempre tem um folgado no mesmo setor, que não faz nada, acha que sabe tudo e só fica pentelhando, dizendo o que tem que ser feito, te corrigindo(atrapalhando).

E o desgraçado ainda leva o mérito junto com você.

Hoje eu me estressei e na terceira vez que um desses veio me amolar, dizendo como fazer meu serviço melhor, sem nem saber o que estava sendo feito, já mandei em alto e bom som:
"Cala a boca e faz! Se não faz, sai daqui!"

Eu fico puto !!!

Mais umas duas horas e ficariam alguns corpos caídos por ali...

29 de jun. de 2009

Mentirinhas

Desde pequeno eu sempre menti. Fosse pra me safar de ter quebrado o conjunto de copos da minha mãe, ou então pra não magoar algum amigo.
Houve uma época que mentiras eram algo muito comum na minha vida, pelos motivos mais bobos, eram mentiras sem propósito, e (eu imagino) não machucavam ninguém.


A partir disso eu acabei criando o pior tipo de costume: mentir pra mim mesmo. Negar, desviar pensamentos, saber o que era certo e ainda assim não fazer. “Mentir para si mesmo é a pior mentira”, já dizia a música.

Até essa época eu me escondia dentro de mim mesmo, o lado exterior era sempre lindo, era tudo o que os outros esperavam e aceitavam. As coisas que eu gostava mas não eram bem aceitas, ficavam escondidas, recolhido a ouvir tal música no canto do meu quarto, assistir aquele programa quando não tivesse mais ninguém perto.

E assim levei a vida por um tempo, até que tomei a consciência de que estava vivendo em função dos outros. Coincidentemente (ou não) foi a época em que eu me aceitei (ainda que não totalmente). Passei a ser mais sincero comigo e com o mundo, e a vida ficou muito melhor.

Tempos depois conheci o Rafa, ele me descobriu, eu descobri ele, e cá estamos (história para outros posts...). Foi quando eu me aceitei completamente, e a vida não poderia estar melhor.

Mas por trás disso, tem algo que me magoa muito. Para conseguir sair e me divertir com ele, voltei à vida de mentiras. Saídas com “amigos”, “baladas”, “perder o último trem”, dormir na casa de “amigos”.
Ter que fazer praticamente um truque de mágica para sair de casa sem ser visto com aquela jaqueta linda que ele me deu, pois não tenho como explicar de onde ganhei.

São pequenas coisas que vão se amontoando e eu me afundo cada vez mais.
Mas sinto que essa represa vai desabar em tempo não muito longo.


9 de jun. de 2009

Decepção

Ao longo de nossa vida, conforme vamos crescendo, a inocência some aos poucos, nos revelando a verdade sobre muitas coisas, e cada vez mais nos decepcionamos ao comparar a imagem idealizada que tinhamos de algo ou alguém, com sua imagem real, agora vista pelos olhos contaminados pela maturidade.

É um sentimento muito ruim a decepção, quando por exemplo o seu herói faz algo totalmente errado, quando a instituição em que você mais acreditava diz que você não é mais bem vindo.


Mas isso é a decepção com o coisas externas. É ruim mas existe outra onda pior: a decepção consigo mesmo. Beira o ridículo, de tão ilógico que pode paracer, afinal ninguem sabe mais sobre nós do que nós mesmos.
É depressivo ver que você teve tudo, todas as chances, oportunidades, capacidade, ferramentas, e não conseguiu fazer aquilo que você sabe que é capaz. Dá vontade de sair do proprio corpo e bater em si mesmo, e gritar:
"Seu filha da puta !!! Você pode, você teve tudo e não fez!!! Burro!! Trouxa!!"

é um sentimento quase indescritivel, uma repulsa por si mesmo, "autodecepção".

Espero um dia conseguir me livrar desse ser que eu me tornei.

6 de mai. de 2009

Up and Down


Ao longo da semana acabei percebendo que a causa do meu desinteresse na faculdade sou eu mesmo (um tanto óbvio, mas eu sou uma porta mesmo...).
A minha falta de comprometimento, está muito alta, faltei muito, o cansaço de sair da Zona Oeste para o ABC estava falando mais alto quase todos os dias.

Eis que para minha surpresa, esses ultimos dias que me forcei a vir para a faculdade têm sido muito bons! Me interessei muito mais pelo projeto do grupo, prestei atenção nas aulas (nada mais que o obrigatório, mas é um avanço) e está sendo bom. 
Impressionante a capacidade que temos de sair do fundo do poço para o topo das nuvens, num mesmo dia, numa mesma hora, num mesmo segundo (e vice-versa também).

Mas agora eu vou pagar pelos tempos de descaso, trabalhos não entregues e uma prova perdida. Será que conseguirei ? Tento sempre acreditar no melhor apesar do meu pessimismo crônico.
Já vi gente terminar o curso com muito menos do que eu tenho, mas como eu sou bolsista o mínimo é o máximo que esses outros tentam alcançar.

Eu tenho a filosofia de sempre tentar seguir o melhor, e não me comparar ao pior aceitável, pois eu sei da minha caacidade, ja consegui muita coisa que outros apenas sonham, consegui um emprego publico aos 19 anos, me formei em escola técnica, consegui bolsa integral em uma faculdade de bem reconhecida.
Eu consegui isso e posso conseguir muito mais, eu sei disso. Preciso para de me apegar a desculpas, desculpas que eu sei que são absolutamente falsas, mas que me deixo acreditar.
Ainda bem que Deus é infinitamente bom e colocou em minha vida só pessoas maravilhosas que acreditam nesse meu potenciam e sempre estão me empurando pra frente, mesmo que seja no tapa.

Mas logo voltam os pensamentos negativos, a vontade de parar e me dedicar a uma coisa só por vez. E vivo nessa montnha russa, pra cima e pra baixo, sempre tentando buscar o melhor das duas vidas: eletrônica e mídia digital, e conciliar com namoro, e com a familia que nem sabe do namoro, e também não sabe do namorado, e nem sabe que sou gay...


Enfim, esse foi mais um desabafo de auto ajuda, nada de útil a aproveitar para quem lê, hehehe. Valeria até uma tag "auto-ajuda" ou "análise".

Mas o blog é meu e eu faço o que eu quiser mesmo. =P

25 de abr. de 2009

Shopping... again...




Todo fim de semana, ou férias, ou feriado, ou folga é a mesma coisa. Pra onde vamos sair?
E depois de mentalmente analisar todo o mapa da grande São Paulo, noticias de eventos culturais ou lugares interesantes, pensa, pensa, pensa, e acaba sempre igual: vamos no shopping!



Ah, o shopping. Onde o tudo e o nada estão sempre juntos.
Lojas, cinemas, comida, diversão, etc... e nada pra fazer, a não ser andar e apreciar, pois como pobre que sou, só vou ao shopping comprar algo uma vez a cada seis meses, e parcelado.


É bom para passear quando se está acompanhado, pois sozinho é completamente triste. Imagine alguma cena mais depressiva que você comendo sozinho numa praça de alimentação lotada, ou então sozinho no cinema entre 6 casais se pegando. Muito triste.


É sempre cheio aos fins-de-semana (dias em que as pessoas comuns têm tempo pra isso), o que acaba impedindo algumas caricias mais ousadas, ou então qualquer tipo de caricia quando você está com outro homem, mas não entremos nesse mérito por enquanto

E por isso eu me me pergunto, porque não conseguimos fugir do shopping ? Porque meu deus, porque ??!!
Ainda mais morando na metrópole paulista, onde opções de comida, diversão e arte não faltam.
Hoje mesmo por falta de um fui em três, e nos três não fiz absolutamente nada além de tumar um café em cada um.



O dia que alguem conseguir me explicar como fugir do shopping, me avise, por favor!!