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18 de ago. de 2009

Saudade e falta

Antes de escrever muito, vou primeiro definir segundo a minha visão:

"Saudade" é quando se sente falta de algo que já teve, normalmente algo bom. Agora "falta" é quando algo que deveria estar ali não está, e você percebe mesmo que nunca tenha tido ou sentido antes.
Parece difícil separar essas duas palavras, pois de certo mudo são a mesma coisa, mas atualmente eu sinto saudade de coisas que ja tive, e sinto falta de coisas que não sei ao certo se um dia existiram, por isso a separação.


Estou a alguns dias de completar um ano de namoro. Meu primeiro namoro, que apesar de não ter data certa de começo, (entre fins de Agosto e começo de Setembro), ficou definido como 1º de Setembro, data do primeiro encontro de verdade.


Nesses doze meses vivi extremos de alegria, tristeza, raiva, paixão.
Trago comigo muitas coisas boas: sensações desconhecidas, o toque de outras pessoa, outro homem, afeto, carinho, prazer. Mas também feridas, algumas cicatrizadas, outras ainda doendo, brigas, noites de choro no travesseiro... e uma alergia. "Alergia emocional" como eu defino, hehehe.
Aquela coisa que vem e volta, e incomoda, mas você não sabe a causa, e te deixa mal por um tempo.

Minha emoções oscilam mais que luz em barraco 'gateado' de favela.

Voltando à falta e a saudade, sinto saudades dos tempos do começo de namora, quando ele me conquistava todo dia, quando existia muito mais carinho, quando sempre dizia que eu estava bonito, elogiava meus olhos (convencido eu? magina!).
Hoje isso é tão raro... Tudo vai na brincadeira, brincadeira essa que por vezes me irrita, eu quero ouvir elogio de verdade porrA! Não quero sarcasmos para desvendar, quero ouvir o que me agrada.
Parece que agora ele leva as coisas como garantido, como se não fosse mais preciso elogiar, fazer carinho só o mínimo possível ( Só na hora que quer sexo...), ligar de vez em quando, ou nem ligar. Mas acho que o maior problema ainda é a falta da palavra desculpe, muito pouco dita por ele, pra não dizer quase nunca

Eu tentei a tática do "faça o que eu faço" comecei a dar o mesmo tratamento, sem muitos elogios, sem muitos carinhos, poucas ligações. E já fui acusado de chato.


Eu não quero terminar nada, eu amo muito ele ainda, apesar de não receber o mesmo carinho que dou no momento. Na hora de conversar a sério ser taxado de chato por querer falar do que eu sinto, ficar postergando conversas, trocando por conversas vazias sobre assuntos inúteis.

É certo que eu tenho um grande problema de comunicação, é difícil realmente dizer o que eu penso e sinto sem soar rude, mas ao mesmo tempo que eu tenho que ser paciente e compreensivo, o mínimo que espero é o mesmo tratamento na via oposta.

Como num texto que li há pouco no blog Homem, Homossexual e Pai:

Quem ama é paciente e bondoso.
Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas.
Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.


Eu amo! Mas amar demais sem correspondência começa a desgastar o sentimento.
E antes de tudo devo amar a mim mesmo também.


Apenas diga "desculpe".



Para ouvir: James Morrison & Nelly Furtado - Broken Strings


8 de ago. de 2009

Fatos da vida

Não é incrível como as coisas simplesmente acontecem de uma vez ??


Estava planejando (pela enésima vez) que esse fim de semana eu finalmente contaria para os meus pais tudo.



19h eu sozinho vadiando no orkut/msn/facebook/etc, ouvindo Madonna, e me tocam a campainha. "Ô cacete, nem posso ouvir musica em paz"

Desci, era o tecnico da NET. Ninguem me avisou que ele vinha. E eu vestindo a calça mais rasgada, larga e manchada da face da Terra (pois em casa eu fico muito pior que mendigo da Sé).
Abri o portão. Infelizmente não era bonito, pena. (ô sorte ducarai..)


Enquanto ele verifica o problema, meus pais chegam. Meu pai quer usar o telefone, mas tá fora do ar (skavurska!)

Aí eu falo que ele pode usar meu celular, que está em cima da mesa. Ele abre o celular, olha por um tempo, depois usa. Pensei que ele estava procurando as teclas (papai não se dá muito bem com tecnologia).

Mas um segundo depois a ficha cai e o desespero toma conta. Lembro que o papel de parede do celular, primeira coisa que se vê ao abrir o celular, é apenas uma fotinho de mim agarrado com meu namorado.

Papa, don't preach...


Primeiro pensamento: "FU-DEU!!"

Desespero total. Acho melhor eu contar logo do que deixar a coisa se prolongar.

Deus me ajude...

16 de jul. de 2009

Carência sucks

É chato quando você descobre em si algo que não gosta.

Tenho confirmado esses dias que eu sou carente por demais, o que é uma merda.
Posso estar puto com meu namorado, mas alguns dias sem estar com ele já me fazem esquecer tudo quando o reencontro.

Isso me impede de falar de coisas importantes, que vão acumulando e podem ter um efeito muito ruim depois.

E uma dúvida tem me incomodado esses dias: como saber equilibrar a vontade dos dois?


Desde o começo, e agora por problemas recentes, eu tenho feito quase sempre o que ele quer, no caso de sair, e atividades em geral, e a minha vontade fica de lado.
Como equilibrar isso, e como dizer isso sem soar rude ou ingrato de certa forma, é uma grande dúvida minha, com certeza o grande desafio para se viver a dois.

Eu quero te ajudar, mas você precisa deixar.
Não sou só eu, nem só você, somos nós.

9 de jun. de 2009

Decepção

Ao longo de nossa vida, conforme vamos crescendo, a inocência some aos poucos, nos revelando a verdade sobre muitas coisas, e cada vez mais nos decepcionamos ao comparar a imagem idealizada que tinhamos de algo ou alguém, com sua imagem real, agora vista pelos olhos contaminados pela maturidade.

É um sentimento muito ruim a decepção, quando por exemplo o seu herói faz algo totalmente errado, quando a instituição em que você mais acreditava diz que você não é mais bem vindo.


Mas isso é a decepção com o coisas externas. É ruim mas existe outra onda pior: a decepção consigo mesmo. Beira o ridículo, de tão ilógico que pode paracer, afinal ninguem sabe mais sobre nós do que nós mesmos.
É depressivo ver que você teve tudo, todas as chances, oportunidades, capacidade, ferramentas, e não conseguiu fazer aquilo que você sabe que é capaz. Dá vontade de sair do proprio corpo e bater em si mesmo, e gritar:
"Seu filha da puta !!! Você pode, você teve tudo e não fez!!! Burro!! Trouxa!!"

é um sentimento quase indescritivel, uma repulsa por si mesmo, "autodecepção".

Espero um dia conseguir me livrar desse ser que eu me tornei.

6 de mai. de 2009

Up and Down


Ao longo da semana acabei percebendo que a causa do meu desinteresse na faculdade sou eu mesmo (um tanto óbvio, mas eu sou uma porta mesmo...).
A minha falta de comprometimento, está muito alta, faltei muito, o cansaço de sair da Zona Oeste para o ABC estava falando mais alto quase todos os dias.

Eis que para minha surpresa, esses ultimos dias que me forcei a vir para a faculdade têm sido muito bons! Me interessei muito mais pelo projeto do grupo, prestei atenção nas aulas (nada mais que o obrigatório, mas é um avanço) e está sendo bom. 
Impressionante a capacidade que temos de sair do fundo do poço para o topo das nuvens, num mesmo dia, numa mesma hora, num mesmo segundo (e vice-versa também).

Mas agora eu vou pagar pelos tempos de descaso, trabalhos não entregues e uma prova perdida. Será que conseguirei ? Tento sempre acreditar no melhor apesar do meu pessimismo crônico.
Já vi gente terminar o curso com muito menos do que eu tenho, mas como eu sou bolsista o mínimo é o máximo que esses outros tentam alcançar.

Eu tenho a filosofia de sempre tentar seguir o melhor, e não me comparar ao pior aceitável, pois eu sei da minha caacidade, ja consegui muita coisa que outros apenas sonham, consegui um emprego publico aos 19 anos, me formei em escola técnica, consegui bolsa integral em uma faculdade de bem reconhecida.
Eu consegui isso e posso conseguir muito mais, eu sei disso. Preciso para de me apegar a desculpas, desculpas que eu sei que são absolutamente falsas, mas que me deixo acreditar.
Ainda bem que Deus é infinitamente bom e colocou em minha vida só pessoas maravilhosas que acreditam nesse meu potenciam e sempre estão me empurando pra frente, mesmo que seja no tapa.

Mas logo voltam os pensamentos negativos, a vontade de parar e me dedicar a uma coisa só por vez. E vivo nessa montnha russa, pra cima e pra baixo, sempre tentando buscar o melhor das duas vidas: eletrônica e mídia digital, e conciliar com namoro, e com a familia que nem sabe do namoro, e também não sabe do namorado, e nem sabe que sou gay...


Enfim, esse foi mais um desabafo de auto ajuda, nada de útil a aproveitar para quem lê, hehehe. Valeria até uma tag "auto-ajuda" ou "análise".

Mas o blog é meu e eu faço o que eu quiser mesmo. =P

29 de abr. de 2009

Problemas irrelevantes

Problemas, problemas, problemas...

Todo mundo tem seus problemas, por menores ou maiores que sejam. Eu tenho uma certa dificuldade em fa
lar d problemas, pois sempre acho que os meus problemas são irrelevantes frente a outros problemas que muitas pessoas passam. E aí entram os pensamentos humanistas, da fome na Somália, os refugiados de guerras do Oriente Médio, et-al


Mas como eu percebi hoje que esse espaço é meu e só meu, penso em escrever aqui mesmo todos problemas irrelevantes da minha fútil existência mundana.

Como por exemplo o fato de eu não aguentar mai
s ir pra faculdade, acordando 4:40 da matina pra ir trabalhar e ainda ter que ficar na faculdade até as 23h, com poucas horas pra dormir.
Além disso o curso não esta me agradando muito, a cada semestre mudam o conteúdo programático e nenhuma turma se forma como a outra (e o curso ainda não tem o reconhecimento devido do MEC).


O curso/trabalho que faço durante o dia (Eletroeletrônica) está muito melhor, além de efetivamente estar me pagando alguma coisa (mesmo q
ue seja um salário mínimo....)



Penso em parar a faculdade no fim desse semestre, mas vem o peso na consciência de deixar escapar essa grande oportunidade que tenho, de estar em um bom curso, moderno, numa ótima faculdade da área de Comunicação. Tudo isso de graça!!! Sim, pois sou um dos agraciados pelo Prouni.

Eis aí o dilema, se eu sair agora, nunca mais vou conseguir de novo, a não ser numa faculdade pública (básico, não?), ou pagando do próprio bolso.
Mas está realmente complicado, estou muito atrasado no curso, deixei de fazer muitas coisas, e a falta de interesse só está agravando.


Todo dia penso nisso, e vejo que só eu mesmo vou conseguir responder isso. É hora de escolher as prioridades e pensar mais no futuro...




sim, eu sou muito idiota e o meu "problema" nao e nada de mais, sequer é um problema...